LIVRO- A Vida Mentirosa dos Adultos (Elena Ferrante)

A BIBLIOTECA MUNICIPAL DE VALE DE CAMBRA RECOMENDA

SINOPSE


Dois anos antes de sair de casa, o meu pai disse à minha mãe que eu era muito feia» é a fraseinicial deste romance. A revelação é feita por Giovanna, que ao olhar paterno se transformarade criança encantadora em adolescente imprevisível, que parecia tornar-se cada dia maisparecida com a desprezada tia Vittoria. A frase ouvida sem que os pais o soubessem vai levarGiovanna a procurar conhecer a tia, cujas fotografias foram apagadas dos álbuns de família e éevitada em todas as conversas. Para saber se estará realmente a tornar-se semelhante à tia, vaivisitar a zona empobrecida de Nápoles, a conhecer uma versão diferente dos seus pais,provocando sem o saber a desagregação da sua família intelectual, compreensiva e perfeita naaparência.Confirmando a sua mestria narrativa e o profundo conhecimento do que se passa na cabeça dasadolescentes, Ferrante constrói um enredo surpreendente, ligando uma história de iniciaçãoaos episódios de uma pulseira que passa de mão em mão. Giovanna move-se entre duasfamílias e duas zonas da cidade em busca dela própria, na passagem da adolescência para aidade adulta.

BIBLIOGRAFIA


Ninguém sabe quem é Elena Ferrante e os seus editores originais procuram manter silêncioabsoluto sobre a sua identidade. Houve até quem suspeitasse que se trata de um homem;outros dizem que nasceu em Nápoles e viveu na Grécia e em Turim.A maioria dos críticos considera-a a nova Elsa Morante, uma voz extraordinária que provocouum terramoto na narrativa dos últimos anos. O sucesso de crítica e público reflete-se em artigospublicados em jornais e revistas como The New York Times e Paris Review.A saga composta por A amiga Genial, História do Novo Nome, História de Quem Vai e de QuemFica e História da Menina Perdida está destinada a tornar-se um clássico da literatura europeiado século XXI."Não me arrependo de meu anonimato. Descobrir a personalidade do escritor através dashistórias que propõe, das suas personagens, dos objetos e paisagens que descreve, do tom dasua escrita, não é mais nem menos que um bom modo de ler." Elena Ferrante numa entrevistavia mail para Il Corriere della Sera.